O cavaleiro armorial

O cavaleiro armorial

A danada da Caetana, insistente, por fim o levou. Apressada, tinha vindo por ele antes, mas ficou tão enternecida que esperou um tantinho mais, só pra ver pronto o comecinho d’A Ilumiara.

E hoje ela voltou. “Mas ainda restam seis”, ele disse. “E seriam formosas”, ela retrucou, “mas a Compadecida não aguenta mais e quer sua companhia. Lidar com o tinhoso é penoso e ela precisa de sua alegria. Estão todos em festa, lhe esperando”. Então ele, ainda com um pouco de pena de deixar esta vida, que foi tão extraordinária e bela, deu-lhe a mão e foi mostrar seu espetáculo por aquelas bandas, deixando-nos cá mais tristes…

Que descanse o cavaleiro armorial. Viva Ariano Suassuna!


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Uma gênese em vermelho

Uma gênese em vermelho
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A ótima edição da Zahar de Um estudo em vermelho

Ele sempre está lá.

De Maigret e Poirot ao delegado Espinosa. Reverenciado, parodiado ou refutado, ele sempre está lá.

As estórias de Sherlock Holmes fundaram um gênero, estabelecendo as bases para uma das formas de narrativa mais envolventes já criadas.

Obviamente, houve antecessores, Dupin e Lecoq são citados (depreciativamente) pelo próprio Holmes, mas nenhum, antes ou depois, obteve o sucesso ou permeou a imaginação dos leitores como o excêntrico morador da 221B, Baker Street, tornando-se um dos maiores fenômenos culturais já vistos.

Arthur Conan Doyle foi um autor prolífico, escrevendo sobre diversos temas e personagens, mas Sherlock Holmes e suas estórias foram seu maior feito, criando, de forma genial, personagens e tramas lendárias ao longo de quatro romances e cinco livros de contos.

E se Sherlock Holmes é o começo de tudo, Um Estudo em Vermelho é o começo de Sherlock Holmes. Aqui são mostradas as características da extravagante personalidade do detetive consultor, a sua ciência da dedução e as bases da relação entre Holmes e Watson, definidora da estrutura de suas estórias e um dos pilares de seu sucesso.

Bem-vindo ao início de um mundo extraordinário.